quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

DESENHO



Os ponteiros parecem imóveis
Quase não se movem dentro do relógio
Que fica pendurado na parede
Para mostrar que os dias passam

A vaga luz que vem do céu
Não clareia o rio suficiente
Para que ele tenha vida
No árido pomar sem parábolas

As crianças brincavam de pegar vaga lumes
Na pequena rua descalça
Em noites secas

As chuvas molharam os quintais
E evaporaram junto com os sermões
Que nasceram no coração da montanha

Arnoldo Pimentel 

3 comentários:

  1. Porra, de dar gosto esse poema! Há de gostar, dessa gente que nós gozar com palavras vindas do coração.

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  2. Começando bem o ano, com muita inspiração!
    Parabéns pelo poema e um feliz 2.013!

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